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ADORO

Este livro não é um manual do tipo “faça como eu faço”. Nem poderia ser. Acredito na originalidade e criatividade das pessoas. Embora seja reconhecido pelo meu trabalho de arquiteto e decorador, não tenho, e nunca tive, a pretensão de ser o dono da última palavra. Há gente que gosta do meu estilo – felizmente muita – e outros que torcem o nariz. Com meu otimismo inveterado quero crer que não são tantos assim… Quando pensei em escrever esse livro, mais do que passar conceitos ou regras, quis descrever uma trajetória que poderia estimular outras pessoas. Não nasci em berço de ouro, nunca obtive nada que não fosse pelo trabalho duro e suado. A máxima que já citei antes: dez por cento de inspiração e noventa por cento de transpiração… Haja transpiração!
Tenho a sorte de ser autoconfiante; ponho fé no que faço. Ao mesmo tempo, sempre lapidei meu talento. Leio, estudo, viajo sempre com os olhos bem abertos para receber todas as novidades do mundo. Confiar cegamente no talento não é uma boa estratégia. Sou também audacioso por temperamento; se não fosse, talvez estivesse em Mirassol cuidando do sítio da família. Levo essa audácia também para o meu trabalho. Se acerto em uma ideia, quero logo testar outra, procurar novas alternativas, abrir novos caminhos. Mas gosto sempre de dizer que não sou daqueles que quer a todo custo inventar a roda quadrada… Sou humilde o suficiente para reconhecer o acerto dos outros, aproveitar as soluções bem-sucedidas, ficar de olho nos velhos mestres. Aprés moi ce n’est pas le délunge…
Sou moderno na medida certa. Gosto de olhar em volta e ver o que conquistei. Em vinte e cinco anos de carreira estabeleci um nome, sou citado entre os melhores da minha profissão, não me repeti; enfim, não sou um profissional de uma nota só… Diversifiquei meu trabalho, investi bastante nele, e ainda continuo cheio de ideias e planos. Além disso, estabeleci ótimas relações com meus clientes e fornecedores. São eles, afinal, o esteio do que faço. Tenho a meu favor conquistas com credibilidade e confiança dessas pessoas. Briguei aqui e ali, não sou santo… mas fiquei muito acima da média nesses quesitos que considero muito importantes. Como cantam os Beatles… life is very short and there’s no time for fussing and Fighting my friends.
Meu modo de viver e encarar a vida estão nessas páginas. Ninguém vai concordar com tudo; é uma questão pessoal de valores. Como bom interiorano sempre quis ter uma casa própria, para mim “fator segurança” indispensável, mas nunca quis acumular e jamais economizei em pequenos luxos que tornam minha vida mais prazerosas. Abri mão de algumas coisas para viajar mais, por exemplo. Gasto meu dinheiro com prazer para ver de perto os bichos da África, os tecidos da Índia, os peixes de Fernando de Noronha. Não desejo ter um Castelo de mil quartos na Baviera, não vivo para comprar roupas, embora adore o que algumas pessoas consideram futilidades:
um jogo americano de linho bordado, uma louça de café bonita, copos de cristal antigo, um bom vinho… Para mim, tudo isso significa conforto. Preciso ter livros e flores por perto e estar rodeado por objetos que contenham história e beleza, ter um sofá que eu possa ficar horas sentado com meus livros ou na companhia de amigos, sempre com a África meu labrador preto, por perto. Cada um tem seus sonhos e fantasias, e não vejo nada de mal em querer realizá-los. Estou perto dos cinquenta – nasci no dia 15 de maio de 1953 – e me considero jovem, pronto para novas empreitadas. Este livro é um retrato ou obra definitiva. Quero viver muito mais, aprender muito mais para quem sabe escrever o volume dois, três, quatro…. Como não sei viver sem planos, já estou com mil na cabeça. Novos livros são apenas um deles. Não pretendo envelhecer na cidade. Da minha infância, trago a nostalgia do campo, por isso tenho certeza de que alguma hora vou morar lá.
Não pretendo fazer o gênero eremita, longe de tudo e todos. Deus me livre! Gostaria simplesmente de estar perto da natureza, ter uma vida mais tranquila, sem tantos compromissos com hora marcada. Adoraria diversificar ainda mais minhas atividades; ter nesse refúgio, por exemplo, um ateliê que funcionasse como um laboratório de pesquisas. Como sempre tive paixão por tecidos, poderia criar estampas, padronizações, uma linha de roupas de cama, mesa e banho com preço acessível e boa qualidade, o que hoje não existe no Brasil. Por que não pesquisar vidro e criar objetos? Como disse, minha modéstia não é lá essas coisas… Assim, procuro me inspirar no meu maior ídolo, Pablo Picasso. Reconheço que um gênio como ele não nasce todos os dias; não conheço nenhum de Mirassol, mas acho que a maneira de viver de Picasso pode muito bem servir de exemplo, e é nisso que me inspiro: a criatividade não tem fronteiras nem limites; é possível explorar todas as formas de arte; a idade só fortalece um espirito criador; a vida não é para ser levada tão a sério; o prazer faz bem. Por isso, vou continuar trabalhando, porque gosto e preciso, vou continuar me divertindo, pelos mesmos motivos.

“ADORO”

This book isn’t a manual in the likes of “do as I do”, it could never be. I believe in each individual’s originality and creativity. Although I’m widely recognized by my work as an architect and interior designer, I don’t and will never have the pretence of having the final say (in other’s projects). There are people who appreciate my style – luckily lots of – and those who don’t. And being the optimistic person I am, I want to believe that those who like it are the majority. When I thought about writing this book, instead of practical direct concepts or rules, I wanted to describe a trajectory that could inspire other people. I wasn’t born with a silver spoon in my mouth, I’ve never obtained anything that didn’t come with arduous hard work. As I like to refer to in the maxim: “Ten per cent inspiration and ninety per cent perspiration.” That is, lots of perspiration.
I’m lucky to be self-confident, I have a lot faith in what I do. But at the same time, I’ve always honing my talents. I read, study, travel with my eyes wide open to learn all that’s new in the world. Trusting blindly in one’s talent definitely isn’t a good strategy. I’m also bold by temper; if I was not, I’d probably still be in my hometown, Mirassol, looking after my family’s ranch. I take this boldness also to my work – if I get an idea right, I want to quickly test another one, look for new alternatives, open up new pathways. But I also like to always say that I’m not the kind that “keeps trying to come up with the square wheel”. I’m humble enough to recognize other’s good ideas, make good use of well-established solutions and pay attention to old masters. “Aprés moi ce n’est pas le délunge…” (CONFERIR)
I’m modern just in the right amount. I like to look around and watch what I’ve conquered – in twenty-five years of career I’ve established a name, I’m mentioned as one of the best of my profession, and I’m yet to repeat myself; anyway, I’m not a “single note” professional – I diversified and invested a lot on my trade, and I’m still full of ideas and plans. Furthermore, I have outstanding relationships with my clients and suppliers. They are, after all, the backbone of my work, I have both their trust and credibility at my side. Of course, I’ve had quarrels, I’m not a “saint” … but I’m still leagues above average in the points I just went through, which I consider very important. As the Beatles sing: “life is very short and there’s not time for fussing and fighting my friends”.
My way of life, and how I see life, are on these pages. No one will agree with every single thing, it’s a matter of personal values. As a countryside fellow, I’ve always wanted to have my own house, for me it is an indispensable “safety factor”. With that said, I’ve never wanted to accumulate (goods), but I never avoided spending in small pleasures that could make the experience of life more enjoyable, rich. I’ve given up some aspects of life to travel more, for instance. I will gladly spend my money to see African animals in person, or handmade textiles from India, and even Fernando de Noronha beautiful fishes. I do not wish to have a “thousand-room-castle in Baviera”, I don’t live for fashion, though do I appreciate things that some people would consider triviality: a linen embroidered table mat set, a beautiful set of coffee dishes, antique crystal glasses, a good wine… for me, all of that means comfort. I need to have books and flowers nearby and be surrounded by objects that hold history and beauty; have a sofa that I can lay on for hours with my books – or accompanied by my friends, and always with Africa, my black labrador. Each person has their own dreams and fantasy, I don’t see a problem in desiring to fulfil them. I’m almost 50 – I was born in 15th of May of 1953 – and I consider myself young, ready for action! This book is a self-portrait or a definitive piece. I want to live much longer, learn much more so that maybe I can write volume two, three, four… since I don’t know how to live without planning, I already have a thousand (of plans) in my mind. New books are only a few of them.
I don’t plan to grow old in the city. From my childhood, I bring the nostalgia of the countryside, therefore I’m absolutely sure that at some point I will eventually go back there. Although, I do not intend to become like a hermit, away from everything and everyone. God forbid me! I simply wish I could be closer to nature, have a peaceful life, with fewer appointments. I would love to diversify even more my activities; have in this refuge, for example, a studio functioning as a “research lab”. Since I’ve always loved so much textiles, I could create patterns, prints… and bedding, table and bath linen at an affordable price and good quality, which does not exist in Brazil yet. Why not research glass and create objects out of it? As I said, my modesty isn’t the greatest, therefore I try to draw inspiration from my biggest idol, Pablo Picasso. I’m well aware that a genius like his isn’t born every day; I particularly don’t know any from Mirassol. I do believe Picasso’s lifestyle could very well be a good example, and that’s what inspires me: creativity have no frontier or limits; it is possible to explore all forms of art; age just strengthen a creative spirit; life isn’t to be taken so seriously; pleasure does us well. Therefore, I will carry on working – because I like it and I need it, and I will continue having fun, for the very same reasons.

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